Tailândia e suas curiosidades

Tailândia é chamada pelos locais de terra do sorriso. O lado bom é que as pessoas sempre sorriem quando falam com você. E o lado ruim é que as pessoas sorriem mesmo que não estejam entendendo o que você diz ou se não gostam de algo.

O trânsito aqui é sem lei e a maioria das pessoas usa sua própria moto (scooter) para se locomover. Os turistas geralmente andam de Tuk Tuk (a motoca com banco para várias pessoas) ou taxi e devem sempre lembrar de pedir para ligar o taxímetro antes de começar a corrida. E apesar disso tudo beirar o caos, o tom de voz do tailandês é sempre baixo.


A sensação é que aqui o mundo está de cabeça para baixo. O trânsito é na mão inglesa; quando a gente acorda de manhã, no Brasil ainda é noite do dia anterior; as pessoas amam café, mas com gelo; feijão com arroz é fácil de achar, desde que seja doce; choram quando alguém nasce pelas dificuldades que vão ter que enfrentar na vida, e celebram quando alguém morre, pois acreditam que a pessoa vai para um lugar melhor.

O Budismo é a religião predominante, e os templos estão espalhados por todas as cidades. Para entrar em um templo é preciso vestir roupas adequadas, que cubram os ombros e passem dos joelhos para mulheres e homens. Nada de decote ou barriga de fora. Além disso é preciso tirar os sapatos. Também é comum tirar os sapatos para entrar na casa de alguém e em muitos estabelecimentos.



Algumas coisas que aprendemos sobre o budismo é que existem budas em diferentes posições,  um para cada dia da semana, e cada pessoa reza para o buda referente ao dia da semana que nasceu.  Os nossos budas são esses aí embaixo, de terça e sábado.





A quarta feira era considerada um dia de má sorte, e as mulheres evitavam ter filhos neste dia da semana. Muitas mães quando entravam em trabalho de parto na terça à noite preferiam fazer uma cesária para não correrem o risco. Mas checamos com locais e aparentemente a nova geração não leva mais isso a sério.

Uma coisa que não mudou é que as crianças quando nascem são chamadas por um apelido, e nunca por seus verdadeiros nomes para evitar que os espíritos roubem suas almas. Quando a criança nasce o monge dá algumas opções de apelidos para que a mãe escolha, e todos vão usá-lo, nunca o nome verdadeiro.

Os tailandeses também levam a astrologia muito a sério. Se vão se mudar para uma casa nova, abrir um negócio, casar, consultam os monges astrólogos para saber a melhor data. E isso pode levar meses ou anos. Mas eles esperam mesmo assim.

Os monges vestem laranja e nunca podem tocar uma mulher. Se isso acontecer, mesmo que sem querer, eles passam por um ritual de purificação. De acordo com o budismo praticado na Tailândia os monges não podem fazer sexo, consumir álcool ou drogas. Eles almoçam às 11:00 da manhã pois não podem comer nada depois de 12:00. Eles andam pela cidade de manhã cedo recolhendo alimentos que as pessoas colocam em suas bolsas.

Falando em comida, como o clima é bem quente encontramos muitas frutas conhecidas: abacaxi, manga, banana, laranja, côco, melancia, tamarindo, jaca. Frutas locais que conhecemos foram, durian, dragon fruit e mangostim. Durian na foto abaixo tem aparência muito parecida com a jaca, mas o gosto é completamente diferente. E o cheiro é tão forte que alguns hotéis proibem os hóspedes de levarem ou consumirem a fruta em suas instalações.

A maioria dos pratos não contém glúten, porque a farinha aqui é de arroz. O prato mais típico é o Pad Thai, macarrão de arroz frito com molho de tamarindo que pode levar legumes, frango, camarão, carne de porco. O arroz é um ítem muito importante na cozinha tailandesa. Pode ser doce, como sobremesa, no sorevete ou com manga. A versão salgada vai com tudo também, como acompanhamento, na sopa, ou frito como prato principal. 

Ao contrário dos restaurantes tailandeses super descolados e na moda ai no Brasil, para ter uma experiência verdadeiramente local é preciso provar as comidas de rua. Higiene não é o forte, mas mesmo assim vale a pena arriscar. As barraquinhas de comida estão em toda parte e as opções são para todos os gostos. 

Uma coisa curiosa é que na mesa sempre tem um conjunto com temperos. O mais comum é pimenta, vinagre com pimenta, molho de soja ou de peixe ou de ostra e açucareiro. Em mais de 20 dias aqui na Tailândia não vimos saleiro nenhuma vez. No máximo catchup apimetado.


Um bom lugar para comer e também fazer compras são os mercados locais. Uma mistura de Uruguaiana com feira de São Cristóvão. Tem todo tipo de comida e artesanatos lindos. Vimos várias mulheres sentadas bordando, mas tem muita coisa made in China também. Descobrimos que temos que barganhar o preço de tudo, e depois que pegamos a prática ficou até divertido e meio viciante. No começo é difícil, até porque os preços aqui são muito baratos, mas muito mesmo!


A maioria das mulheres tailandesas tem fixação por clarear a pele. Para isso usam cremes branqueadores e fazem tratamentos até com lesmas! Andam com sombrinha nas ruas e usam roupas de manga comprida para se protegerem do sol, mesmo que esteja fazendo um calor de 40 graus, então calcule como elas devem suar a camisa.


Outra adoração do povo tailandês é o rei Bhumibol Adulyadej, também conhecido como Rama IX, e chamado por muitos de O Grande. Em restaurante, hotel, metrô, museus, taxi, ônibus, nas ruas, tem uma foto dele.


Banheiros na Tailândia são um tópico a parte. O vaso sanitário é na verdade uma peça de porcelana que fica no chão. Bem mais fácil para os homens. A sorte é que a maioria dos lugares tem a opção ocidental também. Mas coloquem no Google images "banheiro tailandês", para terem ideia do que estou falando. Tomar banho é outra aventura porque o vaso e o chuveiro ficam no mesmo lugar...sem cortininha, sem blindex, sem nada. Se você tomar banho vai molhar todo o banheiro inevitavelmente.

Nosso roteiro na Tailândia foi dividido em uma semana na agitação de Bangkok, uma semana relaxante no norte, em Chiang Mai e uma semana nas praias do sul. Em breve contaremos como foi cada parte dessa viagem.

4 comments:

Vivian said...

Que maximo!!!

Ludmila said...

Ahhh adorei! Super vai complementar o posto do meu blog. Vou colocar um link lá! :)

Cristina Rocha said...

Que experiência magnífica! Cores e sabores vibrantes!

Maria de Fátima Queiroga Rocha said...

Oi Tati. Bjs

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